Argumento “bisonho” para mais aperto monetário!

Leiam e “pasmem”  o artigo de Larry Lindsey (já foi governador do Fed!) (aqui) grifo meu:

Fed chairman Ben Bernanke concedes that, while necessary, a new large purchase of government bonds by the Fed to help cover the deficit will not completely solve our problem of slow growth. Many in the markets and around the world express the same sentiment in a more negative way—saying this latest round of “quantitative easing” won’t work. Only time will tell, and our best guess is that, because it is only modestly effective by itself, quantitative easing will probably be part of Fed policy for quite some time. One reason we must hope that quantitative easing is not too successful is that its near term success would mean a catastrophe for government finances. 

Já que se o QE for bem sucedido:

 Now suppose quantitative easing is “successful” in the way the Fed intends, taking inflation close to the average 2.4 percent rate of the last two decades and government borrowing costs back to their two-decade average of 5.7 percent. To get an idea of what happens to the budget, assume this transition happens over three years, so that by 2013 interest rates are back to “normal.” This “return to normal” will mean the government’s interest costs will rise to $847 billion by 2015 and $1.15 trillion by 2019

A única coisa que Lindsey diz que faz sentido é que uma recuperação econômica vai elevar os juros. Na verdade, juros em alta seria um sinal seguro de que a economia está se recuperando. De resto, sua preocupação com uma crise fiscal é despropositada. Em primeiro lugar, deve-se lembrar que a expansão do déficit público foi, em grande parte, o resultado da adoção de uma política monetária apertada (lembrem-se que ao final de 2008 quando trouxe a taxa FF a “zero”, o Fed disse que a PM já fazia tudo o que era possível e que havia a necessidade de “ajuda fiscal”, que veio na forma do ARRA!). Lindsey não percebe que é muito mais fácil lidar com problemas fiscais numa economia em crescimento (por causa do QE) do que numa economia “estagnada”. Também não considera que manter a PM “apertada” (sem QE) criaria outros problemas ignorados pela sua análise, como pressões adicionais pró protecionismo. E, lógico, uma PM “apertada” aumentaria as chances de maior déficit fiscal e problemas fiscais.

Ou seja, seus argumentos não “fecham”. Sinal dos tempos que nos dias atuais “vale tudo”!

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