Crítica às projeções dos BCs

Jordi Gali (aqui) faz uma análise dos métodos:

Central banks’ projections–i.e. forecasts conditional on a given interest rate path–are often criticized on the grounds that their underlying policy assumptions are inconsistent with the existence of a unique equilibrium in many forward-looking models. Here I describe three alternative approaches to constructing projections that are not subject to the above criticism, using two different versions of New Keynesian model as reference frameworks. Most importantly, I show how the three approaches generate different projections for inflation and output, even though they imply an identical path for the interest rate. The latter result calls into question the meaning and usefulness of such projections.

Ryan Avent da Economist (aqui) tem um bom comentário. O Fed não deu bola aos indicadores de mercado - todos indicando a expectativa de queda do dispêndio agregado. A crise foi muito pior por esta razão!

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3 thoughts on “Crítica às projeções dos BCs

  1. O que impressiona é o comportamento dos mercados, os ETFs estão cada vez maiores e mais fortes, fazendo mega operações nas commodities, um grande banco estrangeiro estima que eles (ETFs) já possuem 40% das reservas de ouro do mundo. A onda atual é de alta em tudo, ate quando?

    • James
      Trata-se do famoso problema da circularidade:
      1. Os mercados foram fracos em agosto, induzindo baixa confiança do consumidor em setembro
      2. Com isso, os investidores esperam que o Fed seja mais expansivo
      3. Isso leva a um mercado mais forte (alta)
      4. Que leva a um aumento da confiança do consumidor
      5. Que indica, então, que o Fed não deverá “agir”
      6. O que levará a uma queda do mercado em outubro
      7. Que induzirá uma queda na confiança em novembro
      8. E assim vai!
      Se você olhar o comportamento de commodities, bolsas (Brasil e EUA) e ouro nos últimos 12 meses verá que todos, menos o ouro, foram uma “sanfona” (sobe e desce, ficando no mesmo lugar).
      Bernanke mesmo já escreveu sobre isso (o problema da circularidade) que aparece quando o Fed tem como alvo as expectativas de mercado). Em 1988 William Poole que precedeu Bullard como presidente do Fed de Saint Louis escreveu no Jornal of Economics Perspective que:
      …Quando o mercado modifica suas expectativas por ocasião do recebimento de novas informações, os movimentos de mercado não refletem nada mais do que a percepção do mercado da função de resposta do Fed… O que isso significa é que o Fed não pode ter como alvo as expectativas de mercado para obter informação confiável sobre a saúde da economia…
      Veja bem, isso não significa que o Fed não deve olhar para os indicadores de mercado. Deve e, como na situação atual, deve agir fortemente. O que ele não pode é tê-las como alvo!

  2. João Marcus,
    Apenas uma contextualização que me pareceu faltar no comentário do site da economist. O que o Gali critica não é, de forma alguma, o Banco Central utilizar projeções de mercado para PIB e inflação. O que ele de fato critica é o uso de projeções que usam as expectativas do mercado para com a taxa básica, como faz o BC brasileiro no cenário de mercado. Ao meu ver, realmente faz pouco sentido o BC usá-las, dado que ninguém sabe mais do que ele mesmo o seu modo de agir.
    Assim, falar que o mercado acerta mais que o BC para inflação e PIB não tem relação nenhuma com o artigo do Gali.

    Abs

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